Sporting prepara revolução no plantel com saídas milionárias à vista
Enquanto os adeptos leoninos sonham com títulos, a direcção de Frederico Varandas já prepara uma autêntica revolução no plantel. As saídas de Morten Hjulmand e Hidemasa Morita parecem certas, numa lógica que privilegia o negócio em detrimento da estabilidade desportiva.
O negócio acima da paixão
O capitão dinamarquês Morten Hjulmand quer dar o salto para as grandes ligas europeias, e terá até um acordo com o presidente para facilitar a sua saída no próximo verão. Uma promessa que revela como o futebol moderno funciona: os jogadores passam, os lucros ficam.
O Atlético de Madrid já acenou com uma proposta no mercado de inverno, mas o valor apresentado foi considerado insuficiente. A mensagem é clara: só sai quem trouxer dinheiro suficiente aos cofres leoninos.
Hidemasa Morita também está de saída, em final de contrato, preparando-se para encerrar o ciclo em Alvalade. Resultado? Rui Borges ficará apenas com João Simões, Daniel Bragança e Kochorashvil no meio-campo, sendo que o georgiano ainda não se afirmou totalmente.
A formação como solução barata
Na defesa, a estratégia passa por apostar na formação. Salvador Blopa será promovido definitivamente à equipa principal, enquanto Diogo Travassos regressa do Moreirense. Uma solução económica que pode não garantir a qualidade necessária.
Em sentido inverso, Iván Fresneda poderá ser vendido caso apareça uma proposta financeiramente interessante. Também Osumane Diomande pode sair, sendo um jogador com mercado. Se isso acontecer, poderá haver lugar à chegada de um novo central, mas sempre numa lógica de contenção de custos.
As estrelas também partem
Na frente de ataque, já existe uma certeza dolorosa para os adeptos. Geovany Quenda, actualmente lesionado, vai mudar-se para o Chelsea, que o comprou há cerca de um ano mas o emprestou ao Sporting. Mais um talento da formação que serve os interesses financeiros do clube.
O Sporting admite ainda perder outros dos principais agitadores da equipa, num lote onde estão incluídos Geny Catamo, Francisco Trincão e Pedro Gonçalves. Uma sangria de talento que pode comprometer seriamente as ambições desportivas.
Investimento selectivo
Para colmatar as saídas, Yeremay Hernández continua na agenda do Sporting, mas o Deportivo não facilita, exigindo pelo menos 25 milhões de euros. Um investimento que contrasta com a política de contenção noutras posições.
Casos como o de Maxi Araújo, que tem vários clubes interessados e terá no Mundial de 2026 uma montra para se mostrar à Juventus, ilustram bem a realidade: os melhores jogadores são sempre tentados por propostas mais aliciantes.
Esta estratégia de mercado revela as contradições do futebol moderno: enquanto se exige sucesso desportivo, privilegiam-se as operações financeiras que podem comprometer precisamente esses objectivos.