Paul Thomas Anderson vence prémio que antecipa os Óscares com "Batalha Atrás de Batalha"
O realizador americano Paul Thomas Anderson conquistou o prestigioso prémio do Sindicato de Realizadores dos EUA, numa vitória que solidifica "Batalha Atrás de Batalha" como grande favorito aos Óscares de março.
Um prémio que vale ouro
À terceira nomeação, Anderson finalmente levou para casa a estatueta dos Directors Guild of America, num evento realizado sábado à noite em Beverly Hills. Este prémio é considerado um dos mais fiáveis indicadores do que acontecerá nos Óscares, já que nas 77 edições anteriores, apenas oito vencedores dos DGA falharam depois o Óscar de Melhor Realização.
"É uma grande honra receber isto", disse o cineasta após uma ovação de pé dos seus pares. "Vamos aceitá-lo com o amor que é dado e com o apreço de todos os nossos camaradas nesta sala."
Uma história de luta e resistência
"Batalha Atrás de Batalha" conta a história de um ex-revolucionário que tenta proteger a filha adolescente quando fantasmas do passado regressam para o assombrar. O filme, que explora temas de resistência e luta social, entra nos Óscares como segundo mais nomeado, com 13 nomeações, apenas atrás de "Pecadores", de Ryan Coogler, que estabeleceu um recorde com 16 nomeações.
Vozes da resistência também premiadas
O evento destacou também o trabalho do jornalista e cineasta ucraniano Mstyslav Chernov, vencedor do Óscar, que ganhou o prémio de Melhor Documentário com "2000 Meters to Andriivka". O filme acompanha um pelotão ucraniano numa campanha para libertar uma aldeia ocupada pela Rússia.
"É assustador viver num mundo onde, em vez de uma câmara, é preciso arranjar uma arma para defender a sua casa", disse Chernov, numa declaração que ecoa as lutas de resistência que o cinema pode documentar e inspirar.
A cerimónia dos Óscares realiza-se a 15 de março, encerrando mais uma temporada de prémios de Hollywood que continua a privilegiar narrativas de luta e resistência social.