Trump ataca Bad Bunny após Super Bowl em reação claramente racista
O presidente norte-americano Donald Trump reagiu com fúria ao espetáculo de intervalo do Super Bowl protagonizado pelo artista porto-riquenho Bad Bunny, classificando-o como "um dos piores de sempre" numa clara demonstração de racismo e xenofobia.
Numa altura em que a administração Trump intensifica as suas políticas anti-migratórias, a escolha de Bad Bunny para o momento mais visto da televisão americana não foi casual. O artista porto-riquenho aproveitou o palco para defender as suas origens e celebrar a cultura latina, numa mensagem de resistência que claramente incomodou o ocupante da Casa Branca.
Ataque xenófobo nas redes sociais
Trump não hesitou em mostrar o seu desagrado na Truth Social, a sua rede social pessoal. "O intervalo do Super Bowl é absolutamente terrível, um dos piores de sempre. Não faz sentido nenhum, é uma afronta à grandeza da América", escreveu o presidente, revelando a sua intolerância perante expressões culturais que não sejam anglo-saxónicas.
Mais grave ainda, Trump queixou-se de que "não se percebe uma palavra do que este tipo está a cantar", numa referência claramente racista ao facto de Bad Bunny ter cantado em espanhol. O presidente considerou ainda "nojenta" a forma de dançar do artista, "sobretudo para os nossos jovens e crianças".
Momento histórico de resistência
Bad Bunny fez história ao ser o primeiro artista a cantar em espanhol no intervalo do Super Bowl, transformando o espetáculo numa celebração da diversidade cultural americana. Aos 31 anos, Benito Antonio Martínez Ocasio enviou uma mensagem poderosa de união e resistência.
Durante a sua atuação, o artista exibiu mensagens como "a única coisa mais forte que o ódio é o amor" e "juntos somos mais fortes", culminando com um "God Bless America" seguido da enumeração de todos os países da América Latina.
Esta demonstração de orgulho cultural surge num momento particularmente sensível, com o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) a intensificar as deportações e as comunidades latinas a viverem sob constante ameaça das políticas trumpistas.
Símbolos de resistência popular
O espetáculo de Bad Bunny representa muito mais do que entretenimento. Numa América cada vez mais dividida pelas políticas de ódio de Trump, o artista porto-riquenho transformou o palco do Super Bowl numa plataforma de resistência popular, defendendo os direitos e a dignidade das comunidades imigrantes.
A reação furiosa de Trump apenas confirma o impacto da mensagem de Bad Bunny e a importância de usar todos os espaços disponíveis para combater o racismo institucional que caracteriza esta administração.