Escolher custa. Um estudo da ConsumerChoice, divulgado a 18 de outubro de 2026 pela SIC Notícias, mostra que apenas 11% dos inquiridos decide rapidamente quando está perante uma escolha importante. Os restantes 89% precisam de horas, dias e, em muitos casos, vários dias para avançar. No topo das razões está o medo de se arrepender, referido por 64% dos participantes.
Os números saíram de um questionário online respondido por 701 pessoas e descrevem um retrato que qualquer trabalhador reconhece: a decisão adiada, a comparação sem fim, o receio de pagar caro por um erro. E, quando a escolha envolve gastar dinheiro, o terreno fica ainda mais minado, porque há quem esteja à espreita para apressar o passo do consumidor.
O que trava a decisão: medo, falta de informação e custos
Depois do medo de se arrepender, o estudo da ConsumerChoice aponta o receio de errar, mencionado por 47% dos participantes. A falta de informação pesa para 37%, os custos envolvidos para 32% e o excesso de opções para 17%. Ou seja, não é preguiça nem indecisão de caráter: é gente a tentar fazer bem com o pouco que tem e com a informação que consegue absorver.
A OCDE, citada pela SIC Notícias, lembra que os consumidores têm limites na quantidade de informação que conseguem processar. Perante produtos complexos ou muitas alternativas, acabam por simplificar a escolha ou por não decidir de imediato. Ter mais dados ao alcance não torna a decisão mais fácil; muitas vezes, torna-a mais pesada.
Quais as decisões mais difíceis?
A hesitação não bate igual em todas as áreas da vida. Segundo o estudo, 50% dos participantes apontam os investimentos como uma das escolhas mais difíceis, 48% referem decisões ligadas à carreira e 44% os relacionamentos. Habitação e compras ficam mais abaixo, com 24% e 19%, respetivamente.
Não por acaso, os investimentos lideram a lista. Quem vive com rendimentos apertados sabe que um mau passo pode custar meses de ordenado, e a
