Um ataque russo atingiu esta quinta-feira, 29 de outubro, o centro da cidade ucraniana de Chernihiv, no norte do país, matando duas adolescentes de 15 anos e deixando pelo menos 25 feridos, segundo as autoridades locais. O bombardeamento danificou habitações, empresas e veículos, e várias viaturas foram consumidas pelas chamas.
Dmytro Bryzhynskyi, chefe da Administração Militar Regional de Chernihiv, confirmou a morte de pelo menos dois civis no ataque, segundo o RBC-Ukraine. Trata-se de um ataque com drones que atingiu em pleno o coração da cidade, não instalações militares, mas ruas onde pessoas comuns vivem, trabalham e circulam.
O que aconteceu em Chernihiv
O ataque ocorreu durante o dia, quando as ruas do centro estavam ocupadas com a vida quotidiana. Além das duas vítimas mortais, a Ukrinform reporta pelo menos 11 feridos, enquanto outros meios falam em números superiores, com o balanço ainda a ser apurado. Segundo o Yahoo News, o ataque com drone causou incêndios em lojas e carros, e entre os feridos conta-se uma criança.
O fogo alastrou a várias viaturas estacionadas na zona, que arderam por completo. Habitações e empresas foram igualmente atingidos, deixando famílias sem teto e comerciantes sem fonte de rendimento num país já devastado pela guerra.
Ataques em série contra cidades ucranianas
Chernihiv não foi o único alvo. A CNN Portugal reporta que ataques russos com drones fizeram pelo menos 19 vítimas mortais neste dia, incluindo as duas adolescentes de Chernihiv. Um terceiro ataque atingiu um edifício de apartamentos em Kremenchuk, no centro da Ucrânia, acrescenta a mesma emissora.
O padrão é conhecido: drones e mísseis russos caem sobre bairros residenciais, escolas, mercados e hospitais. Os números oficiais falam de milhares de civis mortos desde a invasão em grande escala de fevereiro de 2022, e cada semana traz novos nomes à lista.
Duas jovens com 15 anos
Entre os mortos estão duas raparigas de 15 anos. Tinha a idade de andar na escola, de sonhar com o futuro, de viver as coisas normais da vida. Foram mortas num ataque contra o centro de uma cidade a centenas de quilómetros da frente de batalha.
É este o rosto concreto da guerra para quem a vive: não mapas com setas, não discursos de analistas, mas adolescentes mortas a caminho de casa e ruas de província em chamas. A informação sobre o ataque foi avançada pelo Correio da Manhã, que cita as autoridades locais.
Uma guerra que castiga sobretudo os mais frágeis
Para quem acompanha as lutas sociais, não é difícil reconhecer aqui uma velha verdade: quem paga a guerra nunca é quem a declara. Em Chernihiv, como em Kharkiv, como em tantas outras cidades ucranianas, os que morrem são trabalhadores, reformados, crianças. Os que perdem a casa são famílias que já pouco tinham.
Enquanto isso, os mercados de armas festejam resultados recorde e os governos discutem prazos e percentagens. As vítimas não participam nessas mesas. Apenas enterram os seus e tentam recomeçar, quando conseguem.
As autoridades ucranianas continuam a apelar a mais sistemas antiaéreos e a mais apoio dos países ocidentais. A cidade de Chernihiv, que fica a poucas dezenas de quilómetros da fronteira com a Rússia e com a Bielorrússia, é das mais expostas do país, e já foi alvo de ataques mortíferos repetidos desde o início da invasão.
Questões frequentes
Onde fica Chernihiv?
Chernihiv fica no norte da Ucrânia, a cerca de 150 quilómetros de Kyiv e perto das fronteiras com a Rússia e a Bielorrússia.
Quantas vítimas causou o ataque de 29 de outubro?
Duas adolescentes de 15 anos morreram e há pelo menos 25 feridos, segundo as autoridades locais, com o balanço ainda a ser confirmado.
Quais foram os danos materiais?
O ataque danificou habitações, empresas e veículos, e provocou incêndios que consumiram por completo vários carros e lojas.
