AgitÁgueda 2026: O festival que pôs Águeda no mapa e a economia local a mexer
O AgitÁgueda fechou mais uma edição de sucesso, provando que não é só música. É uma máquina de criar riqueza para a terra e de dar voz às pessoas. Durante 24 dias, a cidade foi um palco aberto, com concertos, arte de rua e muita animação. E o melhor: os famosos guarda-chuvas coloridos vão ficar até setembro, a atrair turistas e a encher os bolsos do comércio local.
Um festival que transformou a cidade
Jorge Almeida, presidente da Câmara, não esconde o orgulho. Diz que o AgitÁgueda é um exemplo de como a cultura pode mudar uma terra. “Ultrapassou fronteiras e é hoje uma imagem do país”, afirma. E tem razão: o festival trouxe milhares de visitantes, que gastaram dinheiro em lojas, restaurantes e hotéis. Para Almeida, o segredo está nas cores e nas imagens que ficam na memória. “Os chapéus coloridos e o Pai Natal gigante no inverno fazem as pessoas voltar”, explica.
Edson Santos, vice-presidente e organizador, também está radiante. “Foram 24 dias fantásticos”, diz, a destacar o sorriso das pessoas como a maior recompensa. Para ele, o festival mudou a vida dos jovens. “Antes, muitos saíam de Águeda no verão. Hoje ficam, trazem os amigos e mostram a cidade”, conta. É uma história de sucesso que nasceu da luta contra o abandono e a falta de oportunidades.
Cultura para todos, sem elitismos
A programação foi feita para agradar a gregos e troianos. Mariza, Dillaz, Gipsy Kings e LP foram alguns dos nomes grandes. Mas houve espaço para projetos emergentes, com o novo Palco 2 a dar voz ao movimento associativo local. E não faltaram atividades para as famílias: Carnaval Fora d'Horas, Color Day, Moto Parade, feira de artesanato e tasquinhas. Tudo pensado para que ninguém ficasse de fora.
A arte urbana também marcou presença. Um mural de Francisco Fonseca, inspirado na memória arquitetónica da cidade, foi inaugurado. E o Águeda Impact Fashion, um desfile de moda inclusivo, envolveu cidadãos de todas as idades. Mais do que um festival, é um projeto de comunidade.
Visitantes de todo o mundo
O AgitÁgueda já atrai gente de longe. Um viajante sul-coreano, a fazer um documentário sobre Portugal, descreveu os guarda-chuvas como “uma sensação muito intensa”. Uma turista colombiana veio de propósito por causa do festival. Nas redes sociais, os elogios foram muitos: “Foi brutal, espetacular”, escreveu um fã.
Até os artistas se renderam. LP destacou o ambiente acolhedor. Marisa Liz disse que o palco do AgitÁgueda serve para “juntar corações”. Paulo de Carvalho elogiou a ligação com as bandas filarmónicas, que incentiva as novas gerações.
Rumo aos 20 anos, com força renovada
A edição de 2027, de 3 a 25 de julho, vai marcar os 20 anos do festival. Edson Santos promete novidades. “Está na altura de criar coisas diferentes. Queremos que quem venha a Águeda leve uma memória única”, garante. Vinte anos depois, o AgitÁgueda é mais do que um festival. É a cara de uma cidade que se recusou a ficar parada.
“O AgitÁgueda ultrapassou as fronteiras e, hoje, é um marco e uma imagem também do nosso país.” — Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda