Messi despede-se da Argentina no Monumental: o fim de uma era que começou com lágrimas e terminou em glória
Lionel Messi vai jogar na terça-feira o seu último jogo pela seleção argentina, num particular com o Benim, no Monumental de Núñez, casa do River Plate. Aos 39 anos, o 'pibe' de Rosario enverga pela 208.ª e última vez a camisola albiceleste, fechando um ciclo de 21 anos que começou com uma expulsão inusitada e terminou com o título mundial no Qatar, em 2022.
Os bilhetes esgotaram em minutos. O que se espera é uma grande festa, uma homenagem popular a um miúdo que saiu de Rosario, uma cidade operária, e se tornou no melhor jogador das duas últimas décadas. Para muitos, o melhor da história, acima de Maradona e de Pelé.
O adeus anunciado nas redes sociais
Messi anunciou a despedida digitalmente, há pouco mais de um mês, mas foi convencido a cumprir um último capítulo em campo, em casa. Foi um mês e seis dias depois do anúncio que o destino o trouxe de volta ao Monumental, onde nunca perdeu com a camisola da seleção.
As desilusões que quase o fizeram desistir
O percurso de Messi na seleção argentina esteve longe de ser um mar de rosas. Durante anos, foi acusado de não render o suficiente pela pátria, enquanto brilhava no FC Barcelona. Foram quatro finais perdidas: o Mundial de 2014, frente à Alemanha, e as Copas Américas de 2007, 2015 e 2016, estas duas últimas nos penáltis, frente ao Chile.
Depois da derrota de 2016, Messi anunciou, a quente, o adeus à seleção. «São quatro finais que me toca perder, três seguidas. É uma lástima. Tentei, era o que mais desejava. É muito duro e o que pensei no balneário é que já está, que terminou para mim a seleção», disse na altura, com lágrimas nos olhos.
Mas, a frio, decidiu ficar. E valeu a pena. A resiliência de um miúdo que, na estreia, em 2005, frente à Hungria, foi expulso aos minutos, por tocar com o braço num adversário, e chegou ao balneário em lágrimas, deu frutos.
A glória chegou: Copa América, Finalíssima e o Mundial
Em 2021, em plena pandemia, a Argentina venceu a Copa América no Maracanã, frente ao Brasil, com um golo do amigo Ángel Di María, então jogador do Benfica. A imagem de Messi de joelhos, a chorar no relvado, é história.
Seguiu-se a Finalíssima, com um 3-0 à Itália em Wembley, e, no final de 2022, a cereja no topo do bolo: o título mundial no Qatar, após uma final dramática com a França, decidida nos penáltis, com Messi a bisar.
Em 2024, revalidou a Copa América nos Estados Unidos. Este ano, já aos 39 anos, conduziu a Argentina a nova final, com oito golos e quatro assistências, mas a Espanha prevaleceu, por 1-0, após prolongamento.
Os números de uma lenda
Messi despede-se como recordista de jogos (207), golos (125) e assistências (66) pela seleção argentina. Conquistou o Mundial, duas Copas Américas e uma Finalíssima, além do Mundial de sub-20 em 2005 e da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2008.
Não foi fácil. Foi penoso, muitas vezes injusto, com críticas ferozes de um país que exigia títulos. Mas Messi, o miúdo que saiu de Rosario, resistiu. E agora, no Monumental, despede-se como herói popular, amado por quase todos os argentinos e por milhões de adeptos em todo o mundo.
Na terça-feira, será uma despedida emocionante. Não apenas de um jogador, mas de uma era. A era de um 'pibe' que cumpriu todos os sonhos.
Perguntas frequentes sobre a despedida de Messi
Quando e onde será o último jogo de Messi pela Argentina?
O último jogo será na terça-feira, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, num particular com o Benim.
Quantos jogos fez Messi pela seleção argentina?
Messi vai cumprir o 208.º e último jogo pela seleção principal da Argentina, tornando-se no recordista de jogos, golos (125) e assistências (66).
Que títulos ganhou Messi pela Argentina?
Messi ganhou o Mundial de 2022, duas Copas Américas (2021 e 2024), uma Finalíssima (2022), o Mundial de sub-20 (2005) e a medalha de ouro olímpica (2008).