BCE atinge meta de inflação de 2%, mas trabalhadores continuam a suportar custos elevados dos serviços
A inflação na Zona Euro atingiu a meta de 2% do BCE em junho, mas os custos dos serviços continuam a subir acima de 3%, prejudicando as famílias trabalhadoras. Esta realidade levanta questões sobre quem realmente beneficia das políticas monetárias atuais.

Sede do Banco Central Europeu em Frankfurt, símbolo do poder financeiro que determina a vida económica dos cidadãos europeus
Inflação na Zona Euro atinge meta do BCE, enquanto custos dos serviços essenciais continuam a pesar no orçamento das famílias
A inflação na Zona Euro atingiu os 2% em junho, alcançando a meta estabelecida pelo Banco Central Europeu (BCE). No entanto, esta aparente 'vitória' mascara uma realidade mais complexa para os trabalhadores e famílias europeias.
Pressão continua sobre os serviços essenciais
Enquanto os tecnocratas de Frankfurt celebram, os cidadãos continuam a enfrentar aumentos significativos nos serviços básicos. A inflação dos serviços subiu para 3,3%, muito acima da meta geral, afetando diretamente o custo de vida das classes trabalhadoras.
Os números revelam uma disparidade preocupante: enquanto a inflação geral atinge a meta dos 2%, os serviços essenciais continuam com aumentos superiores a 3%
Política monetária: quem beneficia realmente?
O BCE reduziu as taxas de juro em dois pontos percentuais no último ano, uma medida que beneficia principalmente o setor financeiro. Enquanto isso, a inflação subjacente mantém-se em 2,3%, continuando a erodir o poder de compra das famílias.
Guerra comercial e impacto social
A situação é ainda mais complexa devido à guerra comercial entre a UE e os EUA. Embora esta disputa tenha contribuído para reduzir algumas pressões inflacionárias, também minou a confiança económica e afeta negativamente as perspetivas de crescimento e emprego.
Os mercados financeiros já antecipam mais um corte nas taxas de juro para 1,75%, mas a questão fundamental permanece: estas medidas monetárias estão realmente a servir os interesses da maioria da população ou apenas a beneficiar o capital financeiro?