Medidas protecionistas de Trump forçam empresários a intensificar produção num ritmo insustentável
Empresas portuguesas e brasileiras enfrentam graves consequências devido às políticas protecionistas impostas pelos EUA. Trabalhadores são forçados a fazer horas extras excessivas enquanto pequenas empresas lutam pela sobrevivência face às novas tarifas de 50%.

Trabalhadores forçados a turnos extraordinários devido às tarifas impostas por Trump
Política protecionista americana ameaça postos de trabalho e força exploração laboral
As medidas protecionistas anunciadas pela administração Trump estão a provocar uma corrida contra o tempo que põe em risco tanto trabalhadores como pequenas empresas. A imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos importados está a forçar um ritmo de produção insustentável, com graves consequências sociais.
Trabalhadores forçados a turnos excessivos
Em São Paulo, operários estão a ser pressionados a trabalhar fins-de-semana e fazer horas extras para cumprir prazos impossíveis. Uma fábrica que normalmente necessita de um mês para produzir equipamentos está agora a tentar fazê-lo em apenas cinco dias.
"Vamos fazer um turno muito grande para trabalhar sábado e domingo. Estes dois fins-de-semana vamos estar a trabalhar para tentar terminar todas as máquinas", revela Gilberto Poleto, evidenciando a pressão sobre os trabalhadores.
Pequenas empresas em risco de falência
O impacto é particularmente severo para as pequenas empresas, que não têm capacidade financeira para absorver os custos adicionais. Joseph Couri, presidente da Associação Nacional da Micro e Pequena Indústria, alerta:
"Os pequenos negócios não têm capital de giro para suportar esta operação. Não têm margem nem rentabilidade para mudar o sistema de transporte. Serão fatalmente muito prejudicados."
Setor pesqueiro enfrenta crise social
A situação é particularmente grave no setor pesqueiro, onde 58 contentores de pescado já foram devolvidos. Com 70% das exportações dependentes do mercado americano, o cenário é alarmante.
Eduardo Lobo, da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados, prevê:
- Interrupção da produção
- Despedimentos em massa
- Perda de mercados estabelecidos
Necessidade de resistência e alternativas
Esta situação evidencia a urgência de desenvolver políticas económicas alternativas que protejam os trabalhadores e as pequenas empresas da volatilidade das decisões unilaterais das grandes potências económicas.