Ferdinand e Piers Morgan fazem figura triste ao defenderem CR7, diz Carragher
O antigo capitão do Liverpool, Jamie Carragher, não poupou críticas a Rio Ferdinand e a Piers Morgan por saírem em defesa de Cristiano Ronaldo na polémica com Jorge Jesus na seleção nacional. Em declarações no podcast Overlap Daily, Carragher considerou que ambos estão a fazer figuras tristes ao defenderem o indefensável.
«As pessoas pensam que é bom estar próximo de quem está ligado ao futebol, mas é precisamente aí que isso se torna um problema. Pessoas como Piers Morgan e Rio Ferdinand, figuras mediáticas de peso, goste-se delas ou não, estão a fazer figuras tristes com as barbaridades que dizem, porque conhecem Ronaldo. Podemos conhecer alguém e querer protegê-lo, mas não podemos defender o indefensável», afirmou Carragher.
O comunicado de CR7: «É de loucos»
Carragher criticou diretamente o comunicado emitido por Cristiano Ronaldo na terça-feira, no qual o avançado português exigia que o treinador lesse oito pontos sobre a sua situação. O antigo defesa mostrou-se incrédulo com a atitude do jogador.
«Queria que o treinador lesse aqueles oito pontos, mas o que eu acho inacreditável é que as pessoas à volta dele não lhe dão um toque no ombro e dizem: 'Não, não podes publicar isto no Instagram. Achas que isto é uma boa coisa? Isto é terrível'. Quem são estas pessoas à volta dele? Ele queria que o treinador aparecesse e dissesse: 'Coloquei um jogador no banco da mesma categoria do Pelé e do Maradona'. Gostei da forma como ele não mencionou o Messi, certo? Quer dizer, como é que podes dizer isto de ti próprio? É de loucos, certo?»
Gary Neville: «Ronaldo tem de ser chamado à atenção»
Gary Neville, antigo colega de Cristiano Ronaldo no Manchester United, também não compreendeu a posição assumida no comunicado. O ex-capitão dos red devils sublinhou que o avançado precisa de ouvir que aquilo não é aceitável.
«A minha posição foi sempre a de que nunca criticaria Ole Gunnar Solskjær, porque teve uma postura de grande classe, tanto nas vitórias como nas derrotas. Com Cristiano, é difícil, porque gosto muito dele, mas não consigo olhar para o que aconteceu no Manchester United na segunda passagem e, depois, ver uma declaração daquelas sem dizer nada. Ronaldo tem de ser chamado à atenção e ouvir que aquilo não é aceitável», analisou.
Neville mostrou-se, ainda assim, confiante de que a situação na seleção portuguesa acabará por se resolver. «Não acho que seja irreparável. Daqui a um ano, quando já se tiver retirado, vamos olhar para a sua grandeza e para o seu futebol, e talvez as pessoas já não se lembrem deste desfecho», apontou.
O que se segue para CR7?
Cristiano Ronaldo voltou à ação ao serviço do Al Nassr na sexta-feira, marcando um dos golos na vitória contra o Al Diriyah (3-0), ficando a 20 golos de alcançar a meta dos 1.000 na carreira. O avançado de 41 anos ainda aguarda uma decisão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol sobre a suspensão que poderá enfrentar por ter abandonado o estágio da seleção em Copenhaga.
